- A Rede Globo apóia o desarmamento porque está mancumunada com a austríaca Glock. As duas serão sócias de uma futura empresa de segurança privada, e com os lucros da insegurança gerada pelo desarmamento, a emissora vai pagar a divida de R$ 2 bi com o BNDES.
- Os EUA desejam desarmar o cidadão brasileiro para garantir uma futura invasão ianque. Eles estão de olhos nas águas do Aqüífero do Guarani, no petróleo da Amazônia e no urânio dos planaltos tupiniquins.
Ridículo!
Já me passaram até matérias do Cocadaboa pra me convencer, acreditem. Só podem estar de brincadeira comigo.
Apóio o sim, pelo motivo mais simples de todos. Não acredito que uma arma em casa sirva de segurança para ninguém. Não penso que o bandido vai querer saber se na casa que vai roubar tem uma arma ou não. Aliás, se tiver, é até melhor, pois vai reforçar seu arsenal. O bandido tem o efeito surpresa ao seu favor, e se dará bem na maioria absoluta das vezes (exceto quando for roubar a casa da Mãe Dinah ou do Peter Parker).
Acho que quem vai votar no não, ou está muito assustado com a violência e acredita mesmo que pode se proteger com uma arma (a maior parte), ou são aqueles reacionários que crêem no sangue que lava a honra, mantêm trabalhadores escravos em suas fazendas no Pará sobre a mira de espingardas e afirmam que no tempo da ditadura as coisas não eram assim. Tentam convencer a população de que é um direito seu comprar uma pistola para dar um tiro no fulano que invadir seu quintal, sem tocar no assunto de que seu direito à segurança deve ser garantido pelo Estado e que a legítima defesa tem limites.
Sobre o borrado no post abaixo, dia desses um velho me ameaçou com uma espingarda, caso eu não interrompesse minha inocente partida de futebol com meu irmão caçula, na rua de sua casa. Numa outra vez, não tão recente, um rato de academia desses que andam com pitbulls disse que faria de mim um queijo suíço, porque tinha ciúmes da ex-namorada.
Mas chega de falar no assunto. Acredito que o sim vai ganhar e o principal ônus é que vamos praticamente perder um dos temas mais charmosos do Direito Penal: a legítima defesa putativa. Afinal, sem a arma de fogo, vai dar tempo de o sujeito reagir ao falso perigo atual ou iminente com uma faca ou coisa que o valha?
Um comentário:
Olá, George! Beleza? Legal teu blog. coloquei o link no meu boemia literária. Creio que em dezembro eu e Valniza estaremos indo para Recife para as provas de mestrado dela. Qualquer coisa eu te dou um toque. Bom, no que tange ao referendo, as vezes não sou contra, nem a favor, muito pelo contrário... Se tivesse um referendo para decidir se a imunidade parlamentar deveria continuar vigorando, eu votaria não com o maior prazer. Mas acho que esse referendo sobre armas vem bem a calhar para desviar a atenção do respeitável público brasileiro das palhaçadas que estão acontecendo no picadeiro de brasília. Valeu! Abraço!
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