É, o lugar-comum “só se dá valor àquilo que se perde” me atingiu em cheio nos últimos dias.
Nunca a tratei bem. Também não a tratava mal, mas a olhava meio indiferente e vez ou outra deixava escapar algumas palavras resmungadas para ela. Estava sempre ocupado demais para lhe dar atenção. Nem por isso ela me esquecia. Vinha todos os dias e não se importava com minha indiferença.
Mas ela deixou de vir. Estranhei a ausência no primeiro dia, mas não fiz nada. No segundo dia, comentei o sumiço com alguns colegas do trabalho. No terceiro dia não suportei e liguei pra saber notícias dela.
É, ela não vem mais. Pelo menos por um tempo. E por isso estou arrasado. Tanto, que não consigo escrever um post há dias. Estou melhorando, é claro, dei o primeiro passo e reconheci que eu preciso dela. É uma necessidade física mesmo, eu não consigo me concentrar em nada sem ela. Tudo bem. Eu entendo os motivos que a fizeram me abandonar. Ela mesma me disse, de maneira seca, por telefone:
- Acabou o pó de café na repartição, e estamos aguardando as novas compras.
Ah, garota do café! Não sabia que dependia tanto daquela garrafinha azul que você trazia todos os dias. E eu, viciado em cafeína, estou sendo obrigado a passar as tardes sem ânimo, mal-humorado e sonolento por causa da sua ausência. Mas eu tenho esperança que você ainda vai voltar. Eu estou mudado, acredite! Não sou mais aquele mal agradecido que reclamava do seu café fraco, aguado e frio. Agora eu sei o quanto eu gostava dele. Volta, por favor!

Eu preciso de você!
3 comentários:
:)
Eu adorei o texto!!!
Eu
Apesar de n gostar de café, gosto muito do cheiro q ele tem,..., pena q nem sempre temos.
KKKKK, muito bom!!!!
Eu não sei como conseguir sobreviver sem ler esses textos.
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